JOINVILLE

A história da alameda de palmeiras imperiais de Joinville tem início em 1865, com a chegada à colônia do novo representante do príncipe, o engenheiro francês Fréderic Brüstlein.

Em 14 de outubro de 1865 (apenas 14 anos após o início da Colonia Dona Francisca), Brüstlein assume oficialmente o cargo de representante e procurador do príncipe François Ferdinand d’Orléans (também chamado de príncipe de Joinville) no “Domaine Dona Francisca” e “Domaine Pirabeiraba”. Veio para substituir Emile Mathorel, que havia pedido demissão e, junto com a família embarcado de volta à Europa.

Nesta década e meia de existência a colônia contava com 4.275 habitantes e os primeiros árduos tempos de desbravamento, começavam a ficar para trás.

Brüstlein era empreendedor e visto que sabia que o príncipe e a princesa Dona Francisca tinham interesse em visitar a região, o engenheiro projetou uma construção que fosse digna de receber os mais ilustres visitantes. Já no início de 1866 apresentou a planta da residência a Adolph Haltenhoff, o proprietário da olaria que forneceria a maior parte dos tijolos e telhas utilizados. A construção iniciou nesse mesmo ano e em 1870 a “Maison Joinville”, como foi chamada pelo idealizador estava concluída.

Ao mesmo tempo em que projetou e construiu o palacete, Brüstlein queria surpreender o príncipe em algo mais. Na primeira vez que esteve no Brasil, em 1838, François Ferdinand, o príncipe de Joinville, então com apenas 20 anos, teria observado a variedade de palmeiras existentes e exclamado “Partout lê cocotier, mon arbre favori!”, ou seja, “por toda parte o coqueiro, minha árvore favorita”. A idéia de Brüstlein foi de criar uma alameda de palmeiras, como acesso ao palácio desde a rua do Príncipe.

Mas, não poderia ser qualquer espécie de palmeira e, para tanto, pediu em 1866 ao então diretor da colônia, Johann Louis Niemeyer que em sua viagem ao Rio de Janeiro trouxesse sementes da palmeira real, também conhecida como “palmeira mater”, que havia sido plantada por Dom João VI no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, para serem plantadas em sua nova alameda, na colônia.

As sementes chegaram em junho de 1867 e foram entregues ao jardineiro Johann August F. Boettcher, que cuidou para que brotassem e cuidou delas até chegarem ao ponto ideal para o replantio. Quando as palmeiras, em número inicial de 56, já tinham pouco mais de um metro de altura foram transplantadas para o lugar que ocupam. Essa transferência, supõe-se com base em alguns relatos, ocorreu entre os anos de 1871 e 1873.

As palmeiras a princípio não se desenvolveram muito bem, então Frederic Brüstlein as irrigava com água do mar, trazida diariamente pelo vapor Babitonga, que na década de 1880 fazia o percurso diário entre Joinville e São Francisco do Sul.

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